Amazonas tem a menor taxa de desmatamento desde 2017, aponta Prodes

Amazonas tem a menor taxa de desmatamento desde 2017, aponta Prodes
FOTOS: José Narbaes/Arquivo/Ipaam

Dados indicam redução de 16,92%, associada ao reforço de fiscalização e monitoramento realizados por Ipaam e Sema.

MANAUS (AM) – O Amazonas registrou redução de 16,92% no desmatamento entre agosto de 2024 e julho de 2025, em comparação ao período anterior (agosto de 2023 a julho de 2024). O levantamento do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), contabilizou 1.016 km² de vegetação suprimida no estado em 2025, ante 1.223 km² no ciclo precedente.

O volume de 2025 é o menor desde 2017, quando foram detectados 1.001 km² no Amazonas. Os números, consolidados anualmente pelo Prodes (período 1º de agosto a 31 de julho), são monitorados localmente pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), que coordenam ações integradas de prevenção, fiscalização e educação ambiental.

No plano regional, a Amazônia Legal reduziu o desmatamento de 6.518 km² (2024) para 5.796 km² (ciclo 2024–2025), queda de 11,07%. Em 2021, o Amazonas figurava entre os estados com maiores índices; agora, com a reversão da tendência, ocupa a quarta posição, sinalizando avanço na preservação do bioma.

O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, atribui o resultado ao trabalho integrado entre órgãos estaduais e federais, com uso de inteligência geotecnológica para localização de áreas críticas e presença contínua em campo. Para o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, a queda reflete o fortalecimento das políticas públicas ambientais e da governança territorial, combinando tecnologia, fiscalização e medidas estruturantes como apoio às comunidades e incentivo à bioeconomia.

Prodes e Deter: complementaridade de sistemas

O Prodes quantifica o desmatamento anual no recorte 1º de agosto–31 de julho e norteia o diagnóstico consolidado. Já o Deter, também do Inpe, é um sistema de alerta em tempo quase real, orientando operações mensais e respostas imediatas. Em conjunto, permitem planejamento, priorização de áreas e combate contínuo às pressões sobre a floresta.

As secretarias reforçam que, apesar da queda, a vigilância permanece prioritária. A estratégia prevê operações integradas, apreensão de equipamentos ilegais, bloqueio de acessos clandestinos e articulação com prefeituras, povos e comunidades locais para reduzir a pressão e recuperar áreas degradadas.

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