Operação nos complexos do Alemão e da Penha registrou 119 mortes e 133 prisões; entre os detidos estariam integrantes de facções que operam a partir do Amazonas.
Uma ação policial de enorme proporção deflagrada na terça-feira (28) nos Complexo do Alemão e Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou em 133 prisões e 119 mortes, segundo balanço oficial divulgado nesta quarta-feira (29) pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
Durante a coletiva de imprensa, o secretário da Polícia Civil do Estado do Rio, Felipe Curi, detalhou que ao menos 33 dos detidos são oriundos de outros estados — incluindo o Amazonas — e que fazem parte de facções que teriam transferido suas bases para o Rio de Janeiro, de onde coordenam operações em seus estados de origem.
Segundo Curi, “temos criminosos do Amazonas com poder de decisão operando a partir do Rio. Eles se aproveitam da relativa tranquilidade que possuem em seus estados para emitir ordens de execução e expandir o domínio do tráfico”. A identidade dos suspeitos amazonenses não foi revelada.
A operação — classificada como a mais letal da história do estado — teve apreensões expressivas: 118 armas, das quais 91 fuzis, além de diversos artefatos explosivos e combate em áreas de mata. Moradores relataram que encontraram mais de 60 corpos em uma área de mata na Penha, o que pode indicar que o número de mortos supere a contagem oficial.
A presença comprovada de detidos vindos do Amazonas reforça o padrão de atuação interestadual das grandes organizações criminosas — o que representa um desafio direto para políticas de segurança pública não só do Rio de Janeiro, mas também de estados como o Amazonas, que podem atuar como zonas de alívio ou difusão de comando.
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