Traficantes do Amazonas estão entre os presos na megaoperação mais letal da história do Rio de Janeiro

Traficantes do Amazonas estão entre os presos na megaoperação mais letal da história do Rio de Janeiro
Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Operação nos complexos do Alemão e da Penha registrou 119 mortes e 133 prisões; entre os detidos estariam integrantes de facções que operam a partir do Amazonas.

Uma ação policial de enorme proporção deflagrada na terça-feira (28) nos Complexo do Alemão e Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou em 133 prisões e 119 mortes, segundo balanço oficial divulgado nesta quarta-feira (29) pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

Durante a coletiva de imprensa, o secretário da Polícia Civil do Estado do Rio, Felipe Curi, detalhou que ao menos 33 dos detidos são oriundos de outros estados — incluindo o Amazonas — e que fazem parte de facções que teriam transferido suas bases para o Rio de Janeiro, de onde coordenam operações em seus estados de origem.

Segundo Curi, “temos criminosos do Amazonas com poder de decisão operando a partir do Rio. Eles se aproveitam da relativa tranquilidade que possuem em seus estados para emitir ordens de execução e expandir o domínio do tráfico”. A identidade dos suspeitos amazonenses não foi revelada.

A operação — classificada como a mais letal da história do estado — teve apreensões expressivas: 118 armas, das quais 91 fuzis, além de diversos artefatos explosivos e combate em áreas de mata. Moradores relataram que encontraram mais de 60 corpos em uma área de mata na Penha, o que pode indicar que o número de mortos supere a contagem oficial.

A presença comprovada de detidos vindos do Amazonas reforça o padrão de atuação interestadual das grandes organizações criminosas — o que representa um desafio direto para políticas de segurança pública não só do Rio de Janeiro, mas também de estados como o Amazonas, que podem atuar como zonas de alívio ou difusão de comando.

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