Salário mínimo de R$ 1.621 já está em vigor e impacta benefícios e contribuições

Salário mínimo de R$ 1.621 já está em vigor e impacta benefícios e contribuições
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621, já está em vigor e passou a ser pago aos trabalhadores neste mês de fevereiro. O valor aparece no contracheque referente a janeiro e também serve de base para aposentadorias, pensões e benefícios sociais vinculados ao piso nacional.

O reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi oficializado pelo Decreto nº 12.797/2025. O cálculo seguiu a política de valorização do salário mínimo, que considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), respeitando o limite do arcabouço fiscal, que restringe o ganho real a 2,5% acima da inflação.

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem até um salário mínimo começaram a receber o novo valor a partir do fim de janeiro. O calendário segue até esta sexta-feira (6), conforme o número final do cartão do benefício, desconsiderando o dígito verificador.

Valor do salário mínimo em 2026

O piso nacional definido para este ano corresponde a R$ 1.621 por mês, R$ 54,04 por dia e R$ 7,37 por hora trabalhada.

Cálculo do reajuste

O aumento foi composto pela inflação acumulada de 4,18%, medida pelo INPC, somada ao crescimento real do PIB de 3,4%. Desse percentual, apenas 2,5% puderam ser incorporados como ganho real, conforme as regras fiscais, resultando no reajuste final de 6,79%.

Impacto econômico

De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo valor do salário mínimo impacta diretamente cerca de 61,9 milhões de brasileiros. A estimativa é que o reajuste injete R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026.

O governo federal calcula um impacto total de aproximadamente R$ 110 bilhões, considerando também medidas como a isenção do Imposto de Renda. Por outro lado, o aumento deve gerar um custo adicional de R$ 39,1 bilhões para a Previdência Social.

Além dos trabalhadores que recebem o piso, o salário mínimo é referência para benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias do INSS, pensões, seguro-desemprego e salário-família.

Benefícios e contribuições atualizados

INSS
Benefícios no piso foram reajustados integralmente para R$ 1.621. Para quem recebe acima do mínimo, o reajuste foi de 3,90%, correspondente ao INPC. O teto previdenciário passou a ser de R$ 8.475,55.

Contribuições ao INSS (CLT)
As alíquotas permanecem progressivas, variando de 7,5% a 14%, conforme a faixa salarial, com o teto de contribuição fixado em R$ 8.475,55.

Autônomos, facultativos e MEI
A contribuição mensal varia conforme o plano escolhido, com valores a partir de R$ 81,05 para quem contribui com 5% do salário mínimo.

Seguro-desemprego
O benefício foi reajustado pelo INPC, com parcela mínima de R$ 1.621 e máxima de R$ 2.518,65. O valor pago depende da média salarial dos últimos meses trabalhados.

Salário-família
O benefício passou a ser de R$ 67,54 por dependente, pago a trabalhadores com remuneração mensal de até R$ 1.980,38.