Teatro Amazonas: joia arquitetônica da era da borracha segue como símbolo cultural do Brasil e palco da arte amazônica

Espaços culturais do Amazonas terão horários especiais no feriado da Consciência Negra e no ponto facultativo
Fotos: Marcos Santos

Com 128 anos de história, o monumento erguido no coração de Manaus preserva sua imponência e segue como cenário de grandes espetáculos e eventos internacionais

Principal símbolo cultural e arquitetônico do Amazonas, o Teatro Amazonas mantém viva a grandiosidade da época do ciclo da borracha, período de prosperidade que transformou Manaus no fim do século XIX. Inaugurado em 31 de dezembro de 1896, o monumento é uma das construções mais emblemáticas do país e continua a encantar visitantes pela beleza e importância histórica.

Localizado no Largo de São Sebastião, no centro da capital amazonense, o Teatro é tombado como Patrimônio Histórico Nacional desde 1966 e se destaca pela elegância do estilo renascentista com detalhes ecléticos, preservando grande parte de sua decoração original.

A famosa cúpula colorida, composta por 36 mil peças vitrificadas nas cores da bandeira brasileira, foi importada da Alsácia, na França, e se tornou um ícone da paisagem manauara. A construção também reúne materiais vindos de diversas partes da Europa: paredes de aço de Glasgow (Escócia), lustres e mármore de Carrara (Itália) e móveis de Paris, compondo um conjunto de riqueza arquitetônica sem igual na Amazônia.

O salão de espetáculos abriga 684 lugares distribuídos entre plateia e camarotes. O teto côncavo, pintado em Paris pela tradicional Casa Carpezot, exibe quatro telas que representam a música, a dança, a tragédia e a ópera — esta última, uma homenagem ao compositor brasileiro Carlos Gomes. Ao centro, um lustre francês de bronze ilumina o ambiente, enquanto as colunas exibem máscaras com os rostos de grandes dramaturgos, como Molière, Mozart, Verdi e Rossini.

Outro destaque é o Pano de Boca, confeccionado em 1894 pelo artista Crispim do Amaral, que retrata o encontro dos rios Negro e Solimões, simbolizando a fusão cultural e natural da Amazônia.

No Salão Nobre, onde eram realizados os grandes bailes da elite manauara, a pintura “A Glorificação das Bellas Artes da Amazônia”, de Domenico de Angelis (1899), embeleza o teto e resume a alma artística do espaço.

Museu e memória viva

Mais do que uma casa de espetáculos, o Teatro Amazonas é também um museu da história da arte e da cultura amazônica. Entre as peças em exposição estão maquetes das óperas de Richard Wagner, criadas para o Festival Amazonas de Ópera, além de itens históricos que relembram momentos marcantes do balé e da música erudita.

Há um espaço dedicado ao bailarino amazonense Marcelo Mourão Gomes, com as sapatilhas usadas em sua primeira apresentação no teatro, em 1999. Também estão expostas as sapatilhas de Mikhail Baryshnikov, Ana Laguna e Margot Fonteyn, nomes consagrados do balé mundial que já se apresentaram no palco manauara.

Palco da diversidade artística

O Teatro Amazonas já recebeu artistas e companhias de renome internacional, como José Carreras, Roger Waters, Spice Girls, The White Stripes, Heitor Villa-Lobos, Milton Nascimento, Ana Botafogo e Bibi Ferreira. Atualmente, segue como palco de grandes produções da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, sediando festivais como o Festival Amazonas de Ópera, o Festival de Dança e o Festival de Teatro da Amazônia, além de espetáculos populares que valorizam os artistas locais.

Serviço – Visitação e ingressos

Funcionamento:
Terça-feira a sábado, das 9h às 17h
Domingos, das 9h às 13h

Entrada:
R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).
Amazonenses, pessoas com deficiência e crianças de até 10 anos têm entrada gratuita, mediante comprovação.

Endereço:
Av. Eduardo Ribeiro, 659 – Centro – Manaus/AM

Contatos:
E-mail: direcao_ta@cultura.am.gov.br
Telefone: (92) 3622-2420 | Bilheteria: (92) 3622-1880

Acessibilidade:
O teatro possui estrutura adaptada para pessoas com deficiência física, visual e auditiva.

Programação – Outubro de 2025

21/10 (terça-feira, 20h)
Orquestra de Câmara do Amazonas – “Pärt / Shostakovich”
Duração: 1h | Classificação: 10 anos
Plateia e Frisas: R$ 10 | Demais lugares: entrada franca

23/10 (quinta-feira, 20h)
Dmytro Udovychenko e Amazonas Filarmônica – “Vencedor do Concurso Rainha Elisabeth da Bélgica 2024”
Duração: 1h50 (com intervalo) | Classificação: 10 anos | Entrada franca

24/10 (sexta-feira, 19h)
Manaus Rock Fest – 4ª Edição
Duração: 3h | Classificação: livre | Entrada franca

25 e 26/10 (sábado, 20h; domingo, 19h)
XIV Encontro de Tenores do Brasil – com a Amazonas Filarmônica
Duração: 2h (com intervalo) | Classificação: 10 anos
Ingressos: R$ 80 a R$ 200 (à venda no ShopIngressos e na bilheteria)

28/10 (terça-feira, 20h)
Rubel – “Beleza. Rubel e Violão”
Duração: 1h30 | Classificação: 10 anos | Ingressos de R$ 70 a R$ 200

29/10 (domingo, 17h)
Belarte – “O Rei do Show – Jazz Musical”
Duração: 2h | Classificação: livre | Ingressos de R$ 70 a R$ 100

31/10 (sexta-feira, 10h)
Cia Arte Cristã – “Sarau Literário: Versinhos no Hall”
Duração: 45 min | Classificação: livre | Entrada gratuita

31/10 (sexta-feira, 20h)
Ateliê 23, Corpo de Dança do Amazonas e Orquestra de Câmara – “Cabaré Chinelo”
Duração: 1h30 | Classificação: 16 anos | Ingressos de R$ 50 a R$ 100

Vendas e informações: www.shopingressos.com e bilheteria do Teatro Amazonas.
Taxa administrativa de R$ 5,00. Meia-entrada solidária mediante entrega de 1kg de alimento não perecível.


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