Projeto Guardiões da Amazônia leva educação ambiental e inovação para escolas públicas de Manaus

Projeto Guardiões da Amazônia leva educação ambiental e inovação para escolas públicas de Manaus

Enquanto o mundo volta os olhos para a COP30, que será realizada em Belém no próximo mês, a Amazônia já vivencia as discussões que estarão no centro das negociações internacionais sobre o clima e o futuro do planeta. Em Manaus, o projeto Guardiões da Amazônia, idealizado pela Amazônia B com apoio de empresas privadas, percorre escolas públicas levando pautas globais de sustentabilidade de forma prática e inspiradora.

Com uma metodologia interativa e participativa, o projeto propõe estações de conhecimento que abordam o aproveitamento integral dos alimentos, a transformação de resíduos eletrônicos em robôs e acessórios, a compostagem, a bioeconomia e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A proposta é despertar a consciência de que as soluções para os desafios globais começam no cotidiano, com hábitos sustentáveis e escolhas responsáveis — inclusive no mercado de trabalho.

“A Amazônia não pode ser apenas o tema da COP, ela precisa ser a protagonista. O Guardiões da Amazônia aproxima nossos jovens para dialogar com o mundo, integrando pautas mundiais e regionais e levando exemplos concretos de educação sustentável”, afirma Belmond Viga, diretor do projeto.

As atividades, que ocorrerão em escolas públicas de Manaus nos dias 22, 23, 29 e 30 de outubro e 4 e 11 de novembro, estimulam a criatividade e a consciência ambiental dos estudantes, tornando-os multiplicadores de práticas sustentáveis e agentes de transformação.

“Quando falamos em ODS dentro de uma escola da Amazônia, estamos formando cidadãos que entendem que o futuro do planeta passa por suas escolhas. Esse movimento é essencial para que o Brasil mostre ao mundo, na COP30, que a educação é um dos pilares do desenvolvimento sustentável”, completa Viga.

Guardiões no CBA: ciência, inovação e vivência prática

Como parte do encerramento da terceira etapa, apoiada pela Valgroup, o projeto proporcionará, no dia 31 de outubro, uma imersão científica no Centro de Bioeconomia da Amazônia (CBA). Alunos da Fucapi e de escolas públicas terão contato direto com pesquisas e experimentos que transformam recursos naturais da floresta em soluções tecnológicas e sustentáveis.

Durante a visita, os jovens conhecerão plásticos biodegradáveis, biocombustíveis produzidos a partir do caroço do tucumã e móveis criados com resíduos da castanha-da-Amazônia. A atividade promove uma vivência única sobre o potencial da bioeconomia e o papel da ciência na valorização dos recursos regionais.

“Levar esses jovens para dentro de centros de pesquisa é uma forma de mostrar que o futuro da Amazônia passa pelo conhecimento. Eles veem de perto que é possível inovar sem destruir, aprender com a floresta e criar soluções sustentáveis”, destacou um dos educadores do projeto.

Sobre o Guardiões da Amazônia

Idealizado pela Amazônia B, o projeto já percorreu municípios como Manacapuru, Anori e Codajás, capacitando 2.800 alunos e 400 professores. Até o fim de 2025, a meta é alcançar 9 mil estudantes, consolidando-se como uma das iniciativas mais abrangentes de educação ambiental da região.

Mais do que um projeto educativo, o Guardiões da Amazônia é uma resposta concreta da região às pautas globais, traduzindo em ações locais o papel da Amazônia como guardiã da floresta e do conhecimento sustentável.

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