Teatro Amazonas recebe concerto da OCA em celebração aos 270 anos de Mozart

Teatro Amazonas recebe concerto da OCA em celebração aos 270 anos de Mozart
FOTO: Gabi Vitim / Secretaria de Cultura e Economia Criativa

O Teatro Amazonas recebeu, na quinta-feira (26/02), o concerto da série “Mozart 270”, marcando a abertura da temporada 2026 da Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA). A apresentação iniciou as comemorações pelos 270 anos de nascimento de Wolfgang Amadeus Mozart, dentro da programação cultural promovida pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

Com sessão lotada, o público acompanhou uma experiência sonora e espacial com obras para cordas do compositor austríaco, sob direção musical e regência do maestro Marcelo de Jesus.

A proposta da série é executar integralmente as obras para cordas de Mozart, criando um percurso que evidencia a evolução estética e técnica de um dos principais nomes do classicismo europeu.

Para o maestro Marcelo de Jesus, a homenagem tem significado especial em sua trajetória artística. “Mozart é um compositor pelo qual sou apaixonado desde pequeno. Foi minha porta de entrada na música. Minha primeira ópera foi ‘A Flauta Mágica’, e meu primeiro concerto como regente teve obras dele. Então celebrar esses 270 anos é algo muito pessoal para mim”, destacou.

O concerto de abertura apresentou as chamadas “Sinfonias de Salzburgo” (K. 136 a 139), também conhecidas como divertimentos. As peças foram compostas em 1772, quando Mozart tinha apenas 16 anos, após uma viagem à Itália ao lado de seu pai, Leopold Mozart.

O programa incluiu ainda o “Noturno para quatro orquestras”, obra escrita para uma celebração de Ano-Novo em um jardim de Salzburgo. Na composição original, Mozart distribuiu quatro grupos instrumentais em diferentes pontos do espaço, criando um efeito estereofônico.

No Teatro Amazonas, a proposta foi recriada com músicos posicionados no palco, no camarote do governador e nas frisas superiores, proporcionando ao público uma experiência imersiva com efeitos de eco e diálogo entre os conjuntos.

Segundo o maestro, a escolha do repertório também dialoga com a trajetória da própria orquestra. “Quanto mais simples parece, mais difícil é artisticamente. A OCA toca esses divertimentos há muito tempo, eles fazem parte da nossa identidade. Por isso escolhi começar por eles, como um abre-alas da temporada”, afirmou.

A peça original do Noturno possui cinco movimentos, mas dois se perderam ao longo do tempo. Para encerrar a apresentação, a orquestra interpretou “Uma Pequena Serenata Noturna”, uma das obras mais conhecidas de Mozart, que recentemente voltou a ganhar destaque entre novas gerações após viralizar nas redes sociais.