Mitos e verdades: apenas 29% das brasileiras têm conhecimento adequado sobre o câncer de mama

Mitos e verdades: apenas 29% das brasileiras têm conhecimento adequado sobre o câncer de mama

Desinformação e mitos ainda são barreiras para a prevenção, alerta o oncologista Dr. Peter Silva, da Oncológica do Brasil

Manaus (AM), 14 de outubro de 2025 — O câncer de mama continua sendo o tipo mais frequente e letal entre mulheres no Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Apesar disso, apenas 29% das brasileiras afirmam ter informações suficientes sobre prevenção e diagnóstico da doença, segundo o Índice de Conscientização sobre o Câncer de Mama 2025.

Para o oncologista Dr. Peter Silva, da Oncológica do Brasil, os números reforçam a necessidade de campanhas educativas mais amplas e de enfrentamento à desinformação.

“Muitas mulheres ainda se baseiam em crenças antigas, repassadas de geração em geração. O problema é que, enquanto acreditam em mitos, deixam de adotar hábitos de prevenção comprovadamente eficazes”, destaca o especialista.


Desinformação e lacunas de conhecimento

O levantamento mostra que quatro em cada dez mulheres não adotam práticas de prevenção, e 37% reconhecem apenas o nódulo na mama como sinal de alerta. Outro dado preocupante é que 21% das entrevistadas ainda acreditam que o autoexame é a principal forma de detecção, quando, na realidade, a mamografia é o método indicado por entidades médicas para identificar alterações precoces.

Além disso, o desconhecimento atinge também os direitos das pacientes: 95% das mulheres não sabem da existência da Lei dos 30 Dias, que assegura a entrega de resultados de exames suspeitos em até um mês.

“Informar as mulheres sobre seus direitos é tão importante quanto desmistificar mitos sobre a doença”, reforça o Dr. Peter Silva.

O estudo ainda indica que 68% das entrevistadas ignoram que o histórico familiar aumenta o risco de desenvolver a doença, 79% não sabem que o diagnóstico depende de biópsia, e 86% desconhecem que é possível fazer mamografia pelo SUS fora da faixa etária recomendada, mediante solicitação médica.


Fatores de risco reais e hábitos de prevenção

O INCA estima que apenas 10% dos casos de câncer de mama são hereditários. Os demais estão associados a fatores comportamentais e hormonais, como obesidade, sedentarismo, consumo de álcool, uso prolongado de hormônios e idade acima de 50 anos.

Levantamentos complementares, como o da Oncoguia/Ipec, indicam que mais da metade das mulheres ainda acredita em mitos, como o uso de sutiãs, traumas nas mamas ou substituição da mamografia pelo autoexame.

“O estilo de vida tem impacto direto na saúde das mamas. Alimentação equilibrada, atividade física e exames de rotina são atitudes que reduzem o risco e aumentam as chances de um diagnóstico precoce”, explica o especialista.


Outubro Rosa: informação que salva vidas

No mês do Outubro Rosa, a Oncológica do Brasil realiza a campanha “Abrace sua força e a prevenção”, reforçando o compromisso com a saúde da mulher e a importância da conscientização sobre o câncer de mama.
A instituição é referência regional no diagnóstico e tratamento do câncer, oferecendo atendimento humanizado e de excelência em todas as fases da doença.

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