Alerta: mulheres são maioria quando o assunto é incontinência urinária

Alerta: mulheres são maioria quando o assunto é incontinência urinária

Estudos apontam que quase metade das mulheres acima dos 40 anos sofre com algum grau de perda urinária — condição comum, mas que ainda é cercada de silêncio e desinformação.

A incontinência urinária, caracterizada pela perda involuntária de urina, é uma condição que afeta milhões de brasileiras, comprometendo não apenas a saúde física, mas também a autoestima, a vida social e o bem-estar emocional. Embora seja comum, o tema ainda é tratado com vergonha e silêncio.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), mais de 10 milhões de brasileiros convivem com algum grau de incontinência, sendo a maioria mulheres. O estudo Brasil LUTS, que avaliou diferentes regiões do país, revelou que 45,5% das mulheres acima de 40 anos relatam episódios de perda urinária, índice que independe de fatores culturais, climáticos ou socioeconômicos.

Impacto silencioso

Os efeitos da incontinência urinária vão muito além do desconforto físico. O medo de um episódio inesperado faz muitas mulheres evitarem sair de casa, reduzirem a ingestão de líquidos, abandonarem atividades físicas e até se isolarem socialmente.

“É impressionante como o impacto emocional da incontinência urinária é subestimado. Muitas pacientes passam anos acreditando que é algo normal do envelhecimento e só procuram ajuda quando o problema já está afetando profundamente a autoestima e o convívio social”, explica o urologista Dr. Flávio Antunes.

Causas e tipos mais comuns

A incontinência urinária de esforço é o tipo mais comum entre as mulheres. Ela ocorre quando há perda de urina ao tossir, espirrar, correr ou levantar peso, devido ao enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico — uma consequência natural de partos vaginais, alterações hormonais e do processo de envelhecimento.

Tratamento e recuperação da qualidade de vida

Segundo o Dr. Flávio Antunes, o tratamento é altamente eficaz e depende da gravidade do quadro.
Casos leves podem ser resolvidos com fisioterapia pélvica, que fortalece os músculos responsáveis pelo controle urinário. Já situações mais graves exigem medicação específica ou cirurgias minimamente invasivas, com rápida recuperação e excelentes resultados.

“Uma paciente de 60 anos chegou ao consultório constrangida, dizendo que evitava sair de casa por medo das perdas. Após o tratamento, ela voltou sorridente, contando que retomou sua vida social e planejava uma viagem com as amigas. Esse é o verdadeiro sentido da medicina: devolver liberdade e alegria de viver”, relata o especialista.

Quebrando o silêncio

Durante o Outubro Rosa, o debate sobre saúde feminina vai além da prevenção do câncer. É também um convite para as mulheres falarem com naturalidade sobre o próprio corpo e buscarem ajuda médica sem constrangimento.

“Vergonha não combina com saúde. Procurar ajuda médica é o primeiro passo para recuperar a confiança, a autoestima e o prazer de viver plenamente”, reforça o Dr. Flávio Antunes.

Sobre o especialista

Dr. Flávio Antunes é urologista, professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e referência em infertilidade masculina e saúde urológica. Atua há mais de 20 anos na área e atende na Urocentro Manaus, oferecendo atendimento especializado e humanizado.

📍 Urocentro Manaus – Rua Fortaleza, bairro Adrianópolis
📞 Contatos: (92) 98115-2318 / 99255-0753


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