Atividades de manejo florestal são suspensas no Amazonas a partir desta quinta-feira, 15

Atividades de manejo florestal são suspensas no Amazonas a partir desta quinta-feira, 15
Fotos: Arquivo/Ipaam

O período do Defeso Florestal 2026 tem início nesta quinta-feira, 15 de janeiro, no Amazonas. A medida determina a suspensão das atividades de corte, arraste e transporte de madeira em Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) até o dia 15 de maio, durante a estação chuvosa na região.

A suspensão está prevista na Portaria Ipaam nº 001/2026, que será publicada no Diário Oficial do Estado do Amazonas. O objetivo é reduzir os impactos ambientais, preservar o solo e proteger a vegetação em um período considerado ecologicamente sensível.

Segundo o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), todos os PMFS licenciados por meio do Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor) estão sujeitos à paralisação temporária. “O defeso florestal é uma medida essencial para garantir o equilíbrio ambiental, assegurar a sustentabilidade da atividade madeireira e permitir um controle mais eficiente por parte do órgão ambiental, especialmente em um período crítico como o inverno amazônico”, explicou o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço.

Cerca de 60 planos de manejo devem ser impactados. Os municípios com maior concentração dessas atividades são Novo Aripuanã, Canutama, Itapiranga, Manicoré e Lábrea. Durante o período de suspensão, o sistema Sinaflor fica bloqueado para novas declarações de corte, impedindo a ampliação das atividades.

A gerente de Controle Florestal do Ipaam, Crystianne Bentes, reforça que a medida contribui para o controle efetivo do setor. A legislação que ampara o defeso inclui normas como a Resolução Conama nº 406/2009, a Resolução Cemaam nº 35/2022, a Instrução Normativa Ibama nº 22/2013 e a Lei Estadual nº 3.785/2012.

Para operar legalmente, os interessados devem comprovar a posse da terra e solicitar a Autorização Prévia para Análise Técnica (Apat) junto ao Ipaam. A aprovação do plano depende de avaliação técnica com base em critérios como inventário florestal, espécies exploradas e volume permitido.

A população pode denunciar atividades irregulares à Gerência de Fiscalização Ambiental (GEFA) do Ipaam, pelo WhatsApp (92) 98557-9454. A fiscalização será intensificada ao longo do defeso, visando combater o desmatamento ilegal e proteger os recursos naturais da Amazônia.